Para Lêdo Ivo

(Ao modo de Sidney Wanderley)

Iremar Marinho

Ninguém sai do poema de Lêdo
Sem o mar estético
Sem as várzeas fluidas
Sem as raparigas do Cavalo Morto

Ninguém sai do poema de Lêdo
Sem lama lacustre
Sem dormir com as putas
Dos velhos sobrados
De Jaraguá redivivo

Ninguém sai do poema de Lêdo
Sem o açúcar bruto 
Do porão das naves
No porto ancoradas



Escrito por Iremar Marinho às 08h22
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Novíssimas Cartas Chilenas *

Iremar Marinho

Para Tomás Antônio Gonzaga e José Paulo Paes

No Pacífico chileno, lembro-me
e velejo naus que me guiam
a Pindorama vista desde as caravelas.

Eu era um rosto na armada.
(Cabral não sabia
que as Índias de Pindorama
tinham a minha cara)

A Nau Capitânia vai
descobrir o que existe
(Europasiáfrica está nas cartas).

Outro mundo descobri,
quando Pindorama me resgatou
(não estava no Gênesis e no Corão).

Disperso-me?
São os ventos do oeste.

Eu não estava no mapa
nem na capa das Metamorfoses.
Ovídio me ignorou e Pérdix,
quando me viu, não cantou
para mostrar sua alegria.

Os canaviais que ainda vão crescer
esmagam a minha esperança
de salvar as matas de Jatiúca.

Agora, sob as estrelas de Cão,
a calmaria me conduz
ao cabeço da praia (terra à vista).

Meu sangue diz que em Pindorama
ferve o mesmo sangue meu
de antigas guerras e degredos.

Na Serra da Naceia
(o porto depois da calmaria),
meu rosto ficou, quando a armada
singrou a rota tupiniquim.

Entre os Caetés, não vislumbro
a destruição que ainda alcançaria,
com os moinhos da Holanda,
a barriga negra engravidada
pelo discurso de Platão.

(Tupã, deus como Júpiter,
não está na mitologia)

Netuno e Minerva não sabem
de Jaci e de Coaraci
nem da mitologia de Zâmbi
que Jorge de Lima arremessa
dos ancoradouros do Muquém e do Amolar.

Ovídio não saberia (nem Prometeu)
que Pindorama criaria outra mitologia
(o Mundaú, de olho cego,
não é o mais limpo dos rios).

O Paraíba do Meio, com olho cego
de Manguaba, não tem,
como o Paraibuna, a reverência
de Murilo Mendes ao Guadalete.

(Disperso-me nas calmarias)

Cabral não sabe que as Índias
estão na minha tribo Caeté,
e começaria ali a destruição
das crenças mitológicas.

Ovídio Nasão nem desconfia
(“tudo o que escrevia era verso”).
O libertino assoma ao Fórum,
mas seus dotes de advogado
não servem para defender
meus Caetés do holocausto.

Pindorama (pé-de-página da carta
de navegação) é anotação aleatória
na viagem da armada ao Oriente.

O Cabo das Tormentas (Cabo Não
de todos os transes) preocupa
mais que as perdidas perdizes
(as minhas naus desgarradas).

Cabral quer o Oriente longínquo
(está no mapa, não há dúvidas),
mas não transpõe as tormentas.
As caravelas desabam
em Pindorama das Índias.

Eu alcançaria o Oriente,
se minha nau dispersa rompesse
a calmaria dos abrolhos de Jatiúca.

Agora em Santiago (18 de março de 2000),
minha carta começa e não terá fim.

A vida cumpre a metamorfose mítica
de Públio Ovídio Nasão.
Prometeu leva, pela 2.001ª vez,
sua pedra morro acima.


* Publicado na seção Mural de Poemas do jornal Extra Alagoas (nº 240), de 5 de outubro de 2003



Escrito por Iremar Marinho às 17h54
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Post do PoisÉ do Pedro Cabral

Os verbos plenos dos Palmares

Estou enviando um poema que fiz sobre o poeta Jorge de Lima, nosso conterrâneo, no momento em que se inaugura a Casa Jorge de Lima, na Praça Sinimbu. Peço que você analise a possibilidade de divulgação. Para esclarecer qualquer dúvida sobre o texto, faça contato comigo. Agradeço muito pela gentileza. Abraços, Iremar Marinho

Pois é: Iremar Marinho é um dos melhores textos do jornalismo alagoano. E também da poeisa. Montando no momento um jornal para os Bairros de Maceió. Querido maltês Iremar, você será sempre bem-vindo aqui neste blog. Você enriquece, com sua colabração a malta querida. Mande sempre.



Escrito por Pedro Cabral às 06:40:31



Escrito por Iremar Marinho às 14h25
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No Mar de Cuba

Iremar Marinho

Para Freitas Neto, jornalista alagoano solidário, morto em acidente aéreo

Restos do naufrágio
são rosas partidas nas ondas,
grinaldas dos afogados
no líquido túmulo
dos sonhos afogados,
da vida arrebatada.

Que barco fantasma pode salvar
a náufraga solidariedade,
o vôo interceptado?

Que ilha posso alcançar,
como gaivota ferida?

Só um cachorro do mar
vela os líquidos túmulos no Caribe,
com vagidos uivos latidos.
Sou eu só.

(18/7/97)



Escrito por Iremar Marinho às 10h26
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Concerto para flauta-vértebra

Iremar Marinho

Em vez de poeta, sou
o homem do megafone.

Com a palavra no trombone,
anuncio, à luz do dia,
toda tessitura lírica,
todo poema do mundo
para ruir num instante.

Se eu me chamasse Raimundo,
se eu conhecesse Drummond,
se eu visse Pedro Nava,
ruiria num segundo
todo edifício de ossos,
toda escultura-palavra.

Se fosse eu Maiakowiski,
seguraria o gatilho
da palavra invertebrada
da revolução vencida
por um tiro atrás da porta.

Todo poema do mundo,
toda construção-palavra
ruindo por um instante,
no lampejo do estampido,
num sopro da flauta-vértebra.

(A mais-valia da bala,
o mundo em desabalada,
uma balada de outubro,
um tiro no dia rubro
ruiu a farsa delírica
da revolução-malogro).

Eu não me chamo Raimundo,
nem Drummond nem Pedro Nava,
só choro às margens do Neva
junto aos mortos de Akhmátova.


(26 de abril de 2009)



Escrito por Iremar Marinho às 11h44
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 POETA PRESTIGIA COLEGAS DA GERAÇÃO 80

Um dos melhores poetas da nova literatura brasileira, alagoano radicado no Recife, Cícero Melo resolveu prestigiar a Geração 80 de escritores e criou o fotolog www.geracao80.nafoto.net. Confiram.

Cicero Melo

Cícero Melo do Nascimento nasceu em União dos Palmares/Alagoas em 1952. Radicado no Recife desde 1980. Participou ativamente da vida cultural do Recife na década de 80 quando da existência do Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco (MEIPE). Grande conhecedor de literatura contribuiu na década de 80 para formar uma fortuna crítica sobre a produção poética dos seus contemporâneos. Seus poemas encontram-se publicados em diversos fanzines e jornais do Brasil e exterior. As versões virtuais dos seus dois primeiros livros podem ser acessadas no site www.interpoetica.com

Publicações:

O verbo sitiado – Edições Bagaço, 1986

Poemas da escuridão – Edições Bagaço, 2001

O Poema da danação - Edições Bagaço, 2006 

 

 



Escrito por Iremar Marinho às 11h41
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Funeral coletivo na guerra espanhola

Iremar Marinho

Cadáveres de poetas
não servem para heroísmo.
Enterrem logo seus corpos.
Que suas algaravias
não rendam parcos discursos.

Cadáveres de poetas!
Sumam com eles das lápides!
Nem decompondo eles cessam
de comandar as trincheiras
na guera contra os fascistas.

Cadáveres de poetas
ocupam largos espaços
das terras que se definham.
São feitos para o porvir
(seus ecos roucos retumbam).

Sua atemporal estética
são liames encarnados.
Descarnem logo seus corpos
para que não regorgeiem.
Que não vejam o Paraíso.

não haverá paraíso
nem amores desfolhados


Poetas vivos empestam
o ar da Espanha com versos,
corrompem o ar com silepses,
anástrofes, desestrofes,
com redondilhas sinistras.

Candentes hordas de arqueiros
(traças infra-racionais),
com licenças e silêncios
(com licenciosidades)
esperam coser o mundo.

Seus fantasmas insurgentes,
com armadilhas de rimas
(seus ritmares possessos),
são perigosos, conspiram
contra o ódio dos tiranos.

Seus estribilhos retornam,
suas canções todos solam,
seus ditirambos deliram,
por Baco se embriagam,
por musas se desvanecem.

São fortes contra o Tirano
(contra os cães no pedestal).
Só não resistem aos fuzis
dos criminosos fascistas,
à estese de facínoras.

Não dobrem pelos defuntos.
Apressem seu desencanto,
na terra que vai sorvê-los.
(Que jazam definitivos
no calcanhar dos tiranos).

Aterrem logo estes versos!
Poemas não subsistam!
Poetas não deixem rastros
sob a estese dos fuzis
do Tirano-General!

Não esperem Federico
Garcia y bandarilleros,
que eles não voltarão
(luminares de poetas,
seus rastros são luminosos).

Neste momento dramático
do mundo, o artista deve
chorar e rir com o seu povo.


5/3/2008



Escrito por Iremar Marinho às 17h15
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Após 22 anos, anistiados ainda lutam por direitos

Alagoanos perseguidos pela ditadura militar lutam para serem ressarcidos de perdas como a aposentadoria


NIDE LINS


Dia 22 de agosto de 1979. Uma data histórica, uma data que deu um basta à ditadura, libertando milhares de brasileiros sufocados pela tortura, morte, perseguição e clandestinidade. Para fazer parte do rol dos presos políticos não precisava ser comunista. Só era necessário defender a liberdade, ou apenas ser amigo, ou cumprimentar, um ativista ou suposto ativista político.
No dia 22 de agosto de 1979 a Lei da Anistia foi aprovada no Congresso, uma conquista dos movimentos populares, que realizaram passeatas e abaixo-assinados.
A GAZETA DE ALAGOAS deu manchete à manifestação ocorrida em Maceió, que colocou mais de três mil pessoas nas ruas.
Foi um movimento amplo,  geral e irrestrito, a multidão foi  às ruas e cantou “O Bêbado e o  Equilibistra” de João Bosco e  Aldir Balnc: O bêbado com chapéu-coco/Fazia irreverências  mil/ Pra noite do Brasil/Meu  Brasil.../Que sonha / Com a  volta do irmão do Henfil/ Com tanta gente que partiu/Num rabo de foguete/ Chora/ A nossa pátria mãe gentil/Choram Marias e Clarisses / No solo do Brasil/ Mas sei que uma dor/ Assim pungente...
Dor e saudade foram os sentimentos experimentados pelo militante do PCB jornalista alagoano Nilson Miranda, que viveu nove anos na clandestinidade e seis anos exilado.
Nilson também foi Paulo, Omena e outros nomes dos quais hoje não se lembra mais. Usar outros nomes era uma forma de se proteger contra a ditadura.
Nilson está vivo para lembrar e lutar pelos seus direitos, confiscados pela ditadura. Porém seu irmão, Jayme Miranda, militante do PCB foi seqüestrado e assassinado. A família não sabe quando foi morto, nem onde está enterrado.
Nesse caso, não há indenização que pague a vida de um homem que apenas lutava por seus ideais.
Marginalidade política
Atualmente, Nilson reside no Rio Grande do Sul e vem sempre a Maceió lutar para que se aplique a Lei da Anistia para os exilados políticos, em caso excepcional de aposentadoria.
“Tenho um buraco na minha vida de 15 anos de marginalização, são nove de clandestinidade e seis de exílio. Neste período não paguei previdência social, obviamente na minha aposentadoria, que foi por idade, aos 65 anos, eu tenho um rombo de 15 anos de contribuição, e só posso ser ressarcido desse prejuízo se a Lei da Anistia for aplicada e me aposentar com jornalista vítima do processo da ditadura.
“O governo negou meus direitos. Entrei com o processo em 1995, estamos em 2001 e até hoje não fui anistiado. Meu processo foi acatado no STJ, no Tribunal Federal de Justiça de Pernambuco, a partir de uma sentença federal da Justiça de Alagoas, que me deu ganho de causa e determinou que a União é obrigada a me aposentar. Não sei quanto tempo vai demorar o processo, mas vou lutar por meus direitos, pois aos 68 anos é difícil emprego, continuo trabalhando, mas desde 1996 minha carteira não é assinada”.
Simbólica
Casos como o do jornalista Nilson Miranda, de pessoas que buscam na Justiça, que batalham para que a Lei da Anistia seja aplicada, são muito comuns, explica o ouvidor-geral do Estado, Geraldo Magela.
Magela acompanha de perto o caso do chefe de Comunicação da Emater, Sebastião Figueiredo, demitido e incluído na Lei de Segurança Nacional (LSN) sem direito a participar de concurso público e sem emprego, vivendo de bico. Agora, no governo de Ronaldo Lessa, é que o processo está sendo encaminhado para que ele seja ressarcido pelos 15 anos em que ficou impedindo de trabalhar.

O jornalista Iremar Marinho ainda não entrou com processo na Justiça, mas pensa em fazê-lo. Iremar era funcionário federal no antigo Inamps, hoje INSS, perdeu o emprego em 1976 por participar de atividades “contra a Segurança Nacional”.
O “atentado à Segurança Nacional”, segundo Iremar, foi ser editor do jornal da Faculdade de Direito, juntamente com Aldo Rebelo, hoje deputado federal pelo PcdoB.
O ouvidor do Estado afirmou que não tem preço que pague vidas, sofrimento, tortura, o valor é incalculável. Todas estas indenizações são simbólicas, é mais política.
“Em um século tivemos 36 anos de ditadura, 15 de Getúlio e 21 de ditadura militar, ou seja, durante todo este tempo o povo ficou sem direito à expressão e ainda vivemos os resquícios da ditadura. Uma democracia é fator fundamental para a sociedade, por mais trabalhosa que seja uma democracia é melhor do que qualquer regime ditatorial”, concluiu Magela.



Escrito por Iremar Marinho às 18h58
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O mundo impossível dos meninos

Iremar Marinho

 

           "Ó terra em que nasci e morri,

           o seu Mundaú, suas lagoas,

           minha mocidade.

                            (Jorge de Lima)

 

Poeta Jorge de Lima,

universal e tão próximo.

Criamos o mesmo mundo

impossível dos meninos.

 

Nós passeamos na mesma

Cidade da Madalena

(o nosso burgo natal):

na Rua do Virador,

Rua da Apertada Hora,

na Rua da Cachoeira,

Rua do Jatobazinho,

Do Carvão, Rua do Boi.

 

Sou da Rua do Cangote.

És do Largo da Matriz

(da esquina do Comércio,

olhando a Rua de Cima).

 

Na invenção da infância,

nós passeamos a esmo

pelos "caminhos que ainda

têm orvalhos e sonâmbulos

bacuraus", "ninhos suspensos".

 

Vagueamos no Cruzeiro

do Século, no Jatobá,

na Tobiba, no Caípe,

no Fundo do Surrão,

Taquari, Terra Cavada,

no Sueca, no Bolão,

Brejo do Capim, Canoas,

Serra do Frio (Macacos),

Serrania da Barriga.

 

Tomamos banho no mesmo

Mundaú, das "lavadeiras

seminuas", curiosos

de ver aquelas "mocinhas

nuinhas, de pé... com frio..."

 

Na mesma feira de sábado

(eu me perdi do meu pai),

fostes guia da menina

cega que pedia esmolas.

 

Na estrada Great Western

("balduínas sonolentas"),

os meninos de "alma lírica"

aprenderam ver paisagens.

 

Nossos mundos impossíveis

unem-se pelas lembranças

indeléveis como nódoas

nas almas destes meninos.

 

Eu te peço por empréstimo

tuas raízes (são nossas).

Quero deixá-las plantadas

para sempre na União.

 

Empresta-me teu sublime

Acendedor de Lampiões.

Empresta-me Santa Dica.

Empresta-me Pai João.

Empresta-me Quichimbi.

Empresta-me Janaína.

Tua Mulher Proletária.

Empresta-me Negra Fulô.

 

Só não tomo por empréstimo

tua grandeza de poeta

universal. Minha dívida

contigo é muito grande.

Dever-te-ei para sempre.

     (Maceió, 15 de novembro de 2008)



Escrito por Iremar Marinho às 20h34
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O olhar do poeta sobre o chão onde nasceu

Roberto Amorim (TUDO NA HORA)

A relação do poeta com o chão onde nasceu é inexplicável pelas vias da razão, da clássica construção sujeito, verbo e predicado. Ela vai se revelando e mudando de face a cada verso ou prosa construídos a partir de registros impossíveis de apagar.  

Ao longo do tempo, esse lugar, essa gente, esses cheiros e sabores se misturam a outros, mas sempre estão lá. Esperam serem lembrados, descritos, comparados e revividos pelo escritor que consegue sentir tudo de novo, mas agora com certo distanciamento, ternura, raiva, paixão. 

É essa a impressão que se tem ao ler os poemas de "Alagoado", terceiro livro de Fernando Fiúza. O lançamento está marcado para esta quarta-feira, às 20h, no Memorial à República, à beira da Praia da Avenida. A noite conta, ainda, com recital dirigido pelo cineasta René Guerra.  

Mas podem existir inúmeras outras impressões, como deixa claro o próprio autor, ao distanciar-se da obra e escrever o texto da orelha na condição de sujeito oculto. "Cada par de olhos traz um instrumento - microscópio, telescópio, a prosaica lupa - que dará ao seu portador a versão mais clara, ou a que lhe aprouver...". 

Tempos misturados  

Construído com palavras escritas nos últimos 20 anos, "Alagoado" percorre, diversas vezes, o espaço geográfico das Alagoas para dar novos e diferentes significados a lugares, "clima, personagens, hábitos, intimidade, frutas, susto, coisas, gentilezas, impropérios...". 

São poemas claramente surgidos através do olhar observador de Fernando Fiúza. Nada escapa a sua poética: "O vento folheava uma revista/ jogada na varanda à beira-mar/ - a derradeira mão a possuí-la/ que até na mão da chuva foi parar (Vento em Revista).  

Divido em "Litoral Norte", "MCZ", "Litoral Sul", "Interiores" e "Sobrevoantes" - a única exceção é "O Mapa", que prepara o leitor para o quem a seguir - os poemas vagam pelo passado, futuro e presente, indicando a mudança cotidiana do nosso olhar sobre coisas, pessoas e conceitos. Parece mesmo ter sido essa a intenção de Fernando Fiúza quando decidiu chamar o livro de "Alagoado" e não de "Alagoano".



Escrito por Iremar Marinho às 20h43
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  1. E-mail - Jornal Extra:

  2. aguiar - 05.11.2008 - 00:25

MENDONÇA PRESTE ATENÇÃO NOS TEXTOS DE IREMAR MARINHO, VAI DESCOBRIR UM DOS MAIORES JORNALISTA DESTA TERRA. FOI QUEM ALAVANCOU ESTE JORNAL(EXTRA) E ENFRENTOU O CRIME ORGANIZADO COMO TESTIMUNHA NO CONGRESSO NACINAL EM BRASILIA.
BASTA UM PAI NOSSO POR DIA.



Escrito por Iremar Marinho às 21h43
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Cadê os bons textos de Iremar

Estamos com saudade de um dos melhores textos jornalísticos de Alagoas: o de Iremar Marinho. Iremar precisa estar nas páginas alagoanas, contando, como sabe contar, sobre a vida política. Pedro Cabral




Escrito por Iremar Marinho às 19h21
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Sócio para um novo jornal

Iremar Marinho, um dos melhores textos do jornalismo alagoano, propõe construir sociedade com quem se interesse em montar um novo jornal. ele é um dos fundadores do semanário Extra. Pedro Cabral



Escrito por Iremar Marinho às 20h49
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Descobri no Google:

 

MENDONÇA PRESTE ATENÇÃO NOS TEXTOS DE IREMAR MARINHO, VAI DESCOBRIR UM DOS MAIORES JORNALISTA DESTA TERRA. FOI QUEM ALAVANCOR ESTE JORNAL(EXTRA) E, ...
www.extralagoas.com.br/noticia.kmf?canal=342 - 42k



Escrito por Iremar Marinho às 19h30
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CAFÉ CENTRAL

Estou iniciando a publicação desta coluna CAFÉ CENTRAL, para comentar e divulgar sobre imprensa (mídia em geral), política, publicidade e cultura, com foco no Estado de Alagoas-Maceió. Espero que gostem.



Escrito por Iremar às 19h44
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